domingo, 3 de julho de 2011
6 comentários

Rio Paranaíba: Brasil Colônia do século XXI

   Olá leitores, desculpem ter sumido por estes dias, mas no papel de aluna tenho também meus deveres de fim de bimestre, além do que estou ocupada com as preparações finais da minha viagem a Goiânia a fim de participar da 63° Reunião do SBPC. E pelo motivo da viagem estarei ausente na semana que vem, espero de lá trazer várias informações, já que o conteúdo das palestras as quais escolhi para ver fala muito de corrupção e afins.
   Bem, vamos direto ao assunto. Conversando com alguém há uma semana atrás, me veio a cabeça uma comparação entre Rio Paranaíba e o Brasil Colônia que veio a calhar perfeitamente.
   Nós sabemos que Rio Paranaíba é um grande pólo de produção agrícola, segundo este site de nome Cidades, nosso município é grande produtor de café, soja, cebola, milho, alho e batata, lembrando também da cenoura que não está na lista mas também sabemos que Rio Paranaíba é ótimo produtor.
   Depois da vinda de japoneses para o cerrado, principalmente para o Alto Paranaíba, houve a emancipação do poder agrícola da nossa região, onde por meio de métodos eficazes de preparação do terreno (antes considerado de baixa fertilidade) obtivemos uma terra com grande potencial para policultura.
Agora, com tamanha produtividade não deveríamos ter maiores lucros e fluxo de capital dentro do município? Sim, deveríamos.
   O que acontece então?
   Acontece muita coisa, muita coisa. Primeiramente eu destaco que a nossa cidade sofre dos problemas do capitalismo "Muito nas mãos de poucos e poucos nas mãos de muitos" e em segundo destaco aquilo que foi motivo de meu post: Exploração do potencial de nossa cidade.
   Estamos cansados de ver as cidades da região levarem os créditos que deveriam ser de Rio Paranaíba. As festas da região levam nomes dos produtos por nós produzidos como a Fenamilho, Fenacen e etc e nós daqui há algum tempo veremos uma cidade da região fazendo a festa da cebola enquanto nós recebemos o título de 2° maior produtor de cebola da região. E nós o que fazemos? Festa do Fazendeiro, estes que por sua vez são japoneses em sua maioria.
   Apesar de sermos um pólo agrícola, o nosso problema esta no processamento dos produtos que não são feitas aqui na nossa cidade. Os chamados lavadores estão em sua maioria nas cidades da região e quando estão próximas de Rio Paranaíba, os donos são de outra localidade como acontece com São Gotardo. Nisto, perdemos todos os créditos.

   Simplesmente afirmo, Rio Paranaíba é o Brasil Colônia do Século XXI, explora-se todas as matérias primas de nossa cidade, levam para outros locais onde eles ganham credibilidade e apresentam maior valor.          Sendo assim, ficamos como meros fornecedores de matéria-prima, enquanto as outras cidades processam nossos alimentos e os revendem com maior preço levando todo o crédito.
Triste, triste.

6 comentários :

  1. Opa Legal, curti ;D

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  2. Você escreve bem, Paloma, mas às vezes acho que você é um pouco metida, e nada humilde. Uma pessoa que escreve na sua linha, com um tom meio investigativo e acusador, tem que ser um pouco mais humilde. Bom, e quanto a fazer biologia, você deveria fazer é jornalismo, garota. Como alguém que sabe o que está falando, você daria uma ótima jornalista, em todos os âmbitos: escreve bem, tem alto conhecimento de gramática, sabe investigar e colocar os pontos em um texto. Fica a dica para você. Jornalismo, seria uma boa!

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  3. Obrigada Anônimo, tentarei mudar e muito obrigada pela crítica, críticas assim serão sempre bem-vindas :) Quanto ao meu trabalho, eu continuarei na biologia, mas sempre terei espaço para o jornalismo. Quem sabe um dia faço algo na área! Obrigada, volte sempre aqui no blog!

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  4. Não foi por nada, aliás, seria muito legal conciliar biologia com jornalismo. Percebo que a difusão da ciência no Brasil é muito difícil. E um jornalista biólogo, que fosse capaz de traduzir ciência em um modo didático e repassar para a sociedade seria muito interessante. É disso que estamos precisando, pois eu sei que ciência para muitas pessoas é uma coisa chata. E transformar isso em uma coisa legar é papel do jornalista, que funciona como um interlocutor entre ciência e sociedade! Talvez dessa maneira, as pessoas tomem consciência sobre muitos assuntos! Um beijo Paloma, e sempre venho visitar o blog.

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  5. Anônimo, falando em conciliar biologia e jornalismo, eu estou com um projeto de blog com estudantes de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Mato Grosso , estaremos divulgando assuntos sobre tecnologia e afins, eu falarei sobre aquilo que gosto que é política, problemas mundiais, genética e física quântica. Vai ser um projeto que visa deixar esse conteudo muito mais interessante e fácil de entender.
    Obrigada pela participação! Beijos!

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