sábado, 21 de maio de 2011
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PANGÉIA CULTURAL

    O mundo moderniza-se, transporta-se, enriquece-se e os valores culturais perdem seu lugar e empobrecem com o passar do tempo. Pela globalização a transferência de pessoas e conseqüentemente de cultura possibilitou a nós brasileiros a falar gírias da América do Norte, a vestir roupas que estão em moda em Paris, comer o que se come na India e a viajar para China porque talvez você ache a cultura de lá muito mais interessante que a nossa, desvalorizando-a.
    A globalização reforça a união entre os povos, fazendo com que o mundo seja um só, uma só cultura, uma língua universal, um padrão de moda, fazendo com que voltemos a ser uma aglutinação assim como os continentes apenas eram a Pangéia, só que desta vez não de modo físico, material e sim de modo cultural. Habitaremos então vários continentes, onde se fala a mesma língua, come-se a mesma coisa, veste-se as mesmas roupas que qualquer continente.
    Isso é errado? Sim. No nosso país por exemplo, fala-se pelo menos duzentas línguas indígenas diferentes que se extinguem vorazmente, na Bahia e no aglomerado nordestino há pelo menos 20 festivais de renome diferentes envolvendo danças regionais que a cada ano reduzem seus festeiros.Estamos sujeitos então a uma era de robotização, onde todos são iguais, sinto muito dizer-lhes mas isso não é racionalidade humana, isto é adquirir-se da condição de igual e não de um ser pensante que age por seus ideais mas sim age conforme se é manipulado a mente por uma mídia que busca o estabelecimento de um padrão social e a exclusão de um ser fora destes padrões.
    Como podemos observar nossa cultura perde o valor que possui, porque seus integrantes procuram os grandes centros para morar adquirindo culturas diversas e padronizadas internacionalmente encaixando-se num padrão, onde um dia tivemos grandes diferenças, um ser era apenas ele, original, ser único em cultura unindo-se aos demais achegados aquele meio. De agora em diante, esta nova era, este novo mundo, estabelece-se a Pangéia Cultural, o homem perdendo sua identidade, o homem perdendo a qualidade de ser original e racional.



Paloma Silva, cidadã de Rio Paranaíba

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